Formação para homens e mulheres no combate à violência, promovendo educação, diálogo e cultura de paz entre jovens e adolescentes.
Conheça o projetoFormação para homens e mulheres no combate á violência desenvolve um conjunto de trilhas formativas dirigidas ao público jovem, estudantes, especialmente meninos e adolescentes, com o propósito de prevenir e conter os diferentes tipos de violência contra as mulheres, em todos os âmbitos e esferas da vida.
Alexis é uma palavra de origem grega (Ἄλεξις) que significa “ajudante” ou “protetor”. É um termo que se aproxima do propósito de virar a chave da agressão para a proteção, tendo os homens, de todas as idades, como parceiros conscientes do seu papel na família e na sociedade como protetores de direitos.
O INSTITUTO ALEXIS, pessoa jurídica de direito privado, é uma associação civil sem fins lucrativos e econômicos, tendo sua natureza destinada a promover a prevenção da violência contra as mulheres por meio da educação e da comunicação não violenta, atuando especialmente junto a públicos masculinos com o propósito de disseminar o sentido de diálogo e proteção, regendo-se, dessa forma, pelos seguintes objetivos
I – Propor, planejar, estruturar, promover e executar ações formativas, tais como cursos, oficinas, palestras e grupos reflexivos, dirigidos a meninos e meninas, dos 11 aos 18 anos, com o propósito de prevenir, alertar e conter os diferentes tipos de violência contra as mulheres;
II – Desenvolver e promover atividades nos campos da educação, cultura, cidadania e direitos humanos, na perspectiva da promoção da igualdade de gênero e da melhoria da qualidade de vida;
III – Difundir os ideais da solidariedade, fraternidade, paz e cidadania através da divulgação do conjunto de Direitos Humanos Fundamentais, podendo prestar apoio jurídico para comunidades ou indivíduos em vulnerabilidade e risco social, em especial às vítimas de violência de gênero, através de convênio com escritório de advocacia parceiros;
IV – Atuar no território nacional ou no exterior, mediante deliberação do seu conselho diretor, e manter relações, acordos, convênios, intercâmbios, termos de cooperação técnica e acadêmica, além de mecanismos de cooperação com governos, instituições públicas e privadas, nacionais ou internacionais para a consecução de seus objetos e finalidades;
V – Produzir diagnósticos, estudos, análises e ensaios acerca do desenvolvimento de políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher e de promoção da cultura de paz;
Promover a prevenção da violência contra a mulheres por meio da educação e da comunicação não violenta, atuando especialmente junto aos estudantes da Rede Pública de ensino, com protagonismo de jovens meninos e adolescentes, com o propósito de disseminar sentido de diálogo e proteção
Ser referência na promoção da educação para não violência, através de cursos e oficinas de formação destinados especialmente a estudantes, disseminando a cultura de paz e diálogo.
As oficinas educativas voltadas para a prevenção da violência de gênero entre estudantes têm se destacado como estratégias fundamentais para promover a equidade e o respeito no ambiente escolar. A participação de meninas e mulheres nessas iniciativas é frequentemente mais incentivada, no entanto, análise da composição de gênero entre participantes, professores e instrutores revela desafios persistentes na busca pelo equilíbrio e atração para que meninos e adolescentes também sejam alcançados por uma trilha formativa destinada a construir ambiente de diálogo, entendimento e valorização de direitos igualitários. O recrudescimento da violência em todos os âmbitos, com detecção de especial incremento do discurso abusivo on-line, requer projetar intervenções pedagógicas capazes de oferecer insumos práticos e teóricos para formação do pensamento crítico e da consciência orientada para paz e o respeito a direitos.
A violência de gênero, conforme conceituada na literatura, refere-se a qualquer ato prejudicial cometido contra a vontade de uma pessoa, fundamentado nos papéis sociais atribuídos aos diferentes gêneros. Essa definição abrange uma ampla gama de manifestações, incluindo abusos e agressões de todo tipo. Embora a violência de gênero possa afetar indivíduos de todos os gêneros, os dados globais evidenciam que as mulheres são desproporcionalmente impactadas, sendo até oito vezes mais propensas a serem vítimas de violência em comparação aos homens. Contudo, a formação da masculinidade, as exigências sociais e até mesmo as angústias próprias do amadurecimento para a vida adulta, têm afetado meninos e jovens, com sérias repercussões para a saúde física e mental e o convívio social. Um dos principais objetivos das oficinas educativas voltadas para a prevenção da violência contra meninos, meninas e mulheres no ambiente escolar e em outros âmbitos é promover a igualdade de gênero e o pensamento crítico sobre exigência de papéis socialmente constituídos. Essas oficinas buscam fortalecer a capacidade dos participantes para reconhecer, questionar e transformar normas, atitudes e comportamentos que perpetuam a desigualdade e a violência de gênero. A promoção do diálogo e do marco de igualdade ocorre por meio de atividades que estimulam a autonomia, a autoconfiança e a participação ativa das meninas e meninos em processos de tomada de decisão, tanto no contexto escolar quanto na comunidade. Além disso, as oficinas contribuem para o desenvolvimento de habilidades de liderança e para a construção de redes de apoio, elementos fundamentais para a prevenção da violência e para a promoção de mudanças transformadoras nas relações de gênero.
As oficinas educativas também têm como objetivo fortalecer a capacidade institucional das escolas para prevenir e enfrentar a violência de gênero. Isso envolve a capacitação de profissionais da educação para identificar, acolher e encaminhar casos de violência, bem como a articulação com organizações de direitos. A construção de redes de proteção e apoio é fundamental para garantir a efetividade das ações preventivas. Dessa forma, as oficinas contribuem para a implementação e o aprimoramento de políticas e práticas institucionais voltadas à promoção de ambientes escolares seguros, inclusivos e livres de violência , servindo como paradigma as erem compartilhados em casa e nas comunidades.
A adoção de metodologias participativas no desenvolvimento de oficinas educativas para prevenção e enfrentamento da violência contra meninas e meninos no ambiente escolar revela-se fundamental para promover o engajamento e a agência dos jovens. Nesse sentido o projeto se fundamenta nos seguintes marcos normativos
• A proposta pedagógica fundamenta-se na pedagogia crítica e nos estudos de gênero masculinos.
• Utiliza a noção de "construção da consciência" para promover o processo de reflexividade.
• O foco central reside em uma intervenção pedagógica sobre meninos e masculinidades a partir de uma perspectiva de gênero em espaços educativos.
• Metodologias participativas e linguagem acessível para jovens
• Centralidade da experiência estudantil e protagonismo juvenil
Essa centralidade da experiência estudantil permite que as oficinas educativas sejam construídas a partir das vivências concretas dos jovens, conectando conceitos acadêmicos a exemplos do mundo real. Tal abordagem fortalece o protagonismo juvenil, pois incentiva os estudantes a se tornarem participantes ativos na promoção de mudanças sociais, ao invés de meros receptores de informações. O envolvimento direto dos jovens na investigação e discussão de temas como justiça linguística e diversidade contribui para a desconstrução de ideologias deficitárias e para a valorização de seus saberes e trajetórias
Do ponto de vista da abordagem didático-pedagógica serão combinadas estratégias que aliam linguagem acessível e recursos tecnológicos inovadores, ampliando as possibilidades de compreensão e participação dos jovens, tornando as oficinas educativas mais inclusivas e eficazes para o enfrentamento da violência de gênero no contexto escolar.
Identificação de formas de abuso e prevenção.
Stalking, controle coercitivo e violência digital.
Desconstrução de estereótipos e desigualdade.
Jovens como protagonistas do processo
Reflexão sobre comportamento e sociedade
Construção de relações respeitosas
Coordenação Geral
Coordenação Executiva
Coordenação Pedagógica
Comunicação
Consultoria pedagógica